Soluções para arquivos e bibliotecas

NOTÍCIAS


20 Jun 2013

Declaração para o Direito das Bibliotecas

BIBLIOTECAS MUDAM VIDAS

 

No espírito da Declaração de Independência dos Estados Unidos e da Declaração Universal dos Direitos Humanos, acreditamos que as bibliotecas são essenciais para uma sociedade democrática.Todos os dias, em inúmeras comunidades em todo o nosso país e do mundo, milhões de crianças, estudantes e adultos utilizam as bibliotecas para aprender, crescer e alcançar os seus sonhos. Além de uma vasta gama de livros, computadores e outros recursos, os usuários da biblioteca sebeneficiam do ensino especializado e orientação provida por bibliotecários e funcionários da biblioteca para ajudar a expandir as suas mentes e abrir novos mundos.

 

Nós declaramos e afirmamos nosso direito à qualidade nas bibliotecas públicas, escolares, universitárias e em especial, exortá-lo para mostrar com urgência o seu apoio ao assinar seu nome nesta Declaração pelo Direito das Bibliotecas.

 

1) Bibliotecas capacitam o individuo

Se o desenvolvimento de habilidades para ter sucesso na escola, na procura de emprego, explorandopossíveis carreiras, ter um bebê, ou planejando a aposentadoria, as pessoas de todas as idades se voltam para as bibliotecas para obter instrução, apoio e acesso a computadores e outros recursos para ajudá-los a levar uma vida melhor.

 

2) Bibliotecas apoiam a alfabetização e aprendizagem ao longo da vida.

Muitas crianças e adultos aprendem a ler na escola e nas bibliotecas públicas por meio da hora do conto, projetos de pesquisa, leitura de verão, aulas e outras oportunidades. Outras pessoas vão à biblioteca para aprender as habilidades da tecnologia e das informações que poderão ajudá-los aresponderem às suas dúvidas, descobrirem novos interesses, e compartilharem as suas ideias com outros indivíduos.

 

3) Bibliotecas fortalecem as famílias

As famílias encontram um ambiente confortável, espaço acolhedor e uma riqueza de recursos paraajudá-las a aprender, crescer e brincar juntas.

 

4) Bibliotecas é o grande equalizador

As bibliotecas servem pessoas de qualquer idade, nível de escolaridade, nível de renda, etnia ecapacidade física. Para muitas pessoas, as bibliotecas oferecem recursos que de outra forma, não poderiam ter condições de obtê-los – recursos que eles precisam para viver, aprender, trabalhar egovernar.

 

5) Bibliotecas constroem comunidades

As bibliotecas unem as pessoas, tanto pessoalmente como online, para conversas e para aprender eajudar uns aos outros. As bibliotecas fornecem apoio para idosos, imigrantes e outras pessoas comnecessidades especiais.

 

6) Bibliotecas protegem nosso direito de conhecer

O nosso direito de ler, buscar informações, e falar livremente não deve ser tomado como garantido.As bibliotecas e os bibliotecários defendem ativamente esta liberdade mais básica garantida pelaPrimeira Emenda.

 

7) Bibliotecas fortalecem nossa nação

O bem estar econômico e a boa administração da nossa nação dependem de pessoas que sãoalfabetizadas e bem informadas. As bibliotecas escolares, públicas, universitárias e especializadas apoiam esse direito básico.

 

8) Bibliotecas promovem o avanço da pesquisa e da erudição

O conhecimento cresce do conhecimento. Seja para fazer um trabalho escolar, buscando uma cura para o câncer, buscando um grau acadêmico, ou o desenvolvimento de um motor com combustível mais eficiente, os acadêmicos e pesquisadores de todas as idades dependem do conhecimento e da experiência que as bibliotecas e os bibliotecários oferecem.

 

9) Bibliotecas nos ajudam a entender os outros

As pessoas de todas as esferas da vida se reúnem em bibliotecas para discutir questões de interesse comum. As bibliotecas oferecem programas, acervos e espaços de reunião para nos ajudar acompartilhar e aprender com as nossas diferenças.

 

10) Bibliotecas preservam a herança cultural da nação

O passado é a chave para o nosso futuro. As bibliotecas coletam, digitalizam e preservamdocumentos históricos originais e únicos que nos ajudam a entender melhor o nosso passado,presente e futuro.

 

---------

Nota: documento a ser divulgado pela American Library Association (ALA), em 2 de julho de 2013, por ocasião da sua Conferência Anual a ser realizada em Chicago (Illinois, US)

07 Mar 2017

Bibliotecas de Suzano oferecem consultas online

A Secretaria de Cultura de Suzano vai oferecer, a partir de amanhã, os acervos das bibliotecas municipais em plataforma online. Estarão disponíveis para consulta mais de 36 mil títulos cadastrados no Sistema Alexandria. O programa eletrônico poderá ser acessado por meio do ícone “Biblioteca Municipal”, na aba “Cidadão – Serviços e Informações”, no sítio oficial do Poder Executivo suzanense (www.suzano.sp.gov.br).

Outra novidade é o horário de funcionamento da biblioteca central “Professora Maria Elisa de Azevedo Cintra”, que será estendido até às 19 horas. O atendimento era feito das 8 às 17 horas. 

Acesse a notícia completa aqui

27 Jun 2013

Tratado histórico vai facilitar acesso de deficientes visuais a livros

Livro em braille.
Livro em braille.
Antonio Alonso/ Wikimédia CC

Negociadores dos 186 países membros da Organização Mundial da Propriedade Intectual (OMPI), reunidos em Rabat, Marrocos, chegaram a um acordo que vai facilitar o acesso de milhões de deficientes visuais no mundo todo a livros. O tratado foi concluído nesta quinta-feira, após uma semana de negociações.

Segundo a União Mundial de Cegos, de cerca de um milhão de livros publicados por ano, menos de 5% “são editados em formatos acessíveis”, isto é, em braille ou em gravações digitais. O público global de deficientes visuais é de 314 milhões, dos quais 90% estão em países em desenvolvimento.

As negociações do futuro “tratado de Marrakech” foi a respeito dos direitos autorais. O direito internacional exige a autorização do autor ou o pagamento pela utilização de uma obra protegida. A convenção de Berna, de 1886, prevê “exceções”.

O anúncio foi confirmado por Francis Gurry, diretor-geral da OMPI. Ele declarou que o tratado é "equilibrado, e que leva em conta os interesses dos deficientes visuais" e de editores.

Os defensores de um tratado internacional se basearam principalmente na adoção em 2006, de uma convenção da ONU a respeito dos direitos de deficientes, segundo a qual “as leis de proteção dos direitos de propriedade intelectual não devem constituir obstáculo insensato ou discriminatório ao acesso de pessoas deficientes a produtos culturais”. 

 

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/cultura/20130627-tratado-historico-vai-facilitar-acesso-de-livros-deficientes-visuais

27 Jun 2013

Brasil, um país de livros

 

Às 9 horas do dia 9 de outubro, quando for aberta a edição 2013 da Feira do Livro de Frankfurt, o Brasil dará um grande passo para ampliar a exportação de exemplares e direitos autorais, que vem crescendo a cada ano. Nosso mercado editorial e nossas letras estarão representados por 70 escritores, um time à altura do significado de nossa participação este ano como país Homenageado da Frankfurter Buchmesse, um marco do mercado editorial da Europa e do mundo.

Em função da homenagem especial, todos os caminhos da feira levarão ao Brasil, cujos escritores, editoras e livros expostos serão embaixadores de nossa cultura, contribuindo para que continuem crescendo os números relativos às exportações do setor, que são mais consistentes a cada ano: em 2010, as editoras que participam do projeto Brazilian Publishers, parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Apex-Brasil, venderam US$ 1,65 milhão em exemplares ao exterior.

Em 2011, o valor passou a US$ 1,85 milhão e, em 2012, a US$ 2,4 milhões. Foi uma expansão de 45% no período. As exportações de direitos autorais evoluíram de US$ 495 mil, em 2010, para US$ 880 mil, em 2011, e US$ 1,2 milhão, em 2012, com um aumento de, nada mais, nada menos, do que 143% em dois anos.

O Brazilian Publishers existe desde 2008. Hoje, conta com a participação de mais de 60 editoras dos segmentos Infanto-Juvenil, Científico, Técnico e Profissional, Religioso e Obras Gerais. O programa incentiva a venda de direitos autorais e de livros, por meio da participação das editoras nas principais feiras internacionais. Também promove a vinda de compradores, jornalistas e formadores de opinião ao país, faz a capacitação dos empresários brasileiros e realiza estudos de inteligência comercial, além de iniciativas para a prospecção de mercados.

A parceria CBL/Apex-Brasil foi renovada para o período de setembro de 2012 a outubro de 2014, com o aporte de R$ 3,47 milhões para investimentos na internacionalização do livro. No contexto desse programa, atuaremos fortemente em atividades promocionais em mercados como o do Chile, Angola, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França e México.

O trabalho realizado com vistas à participação na Feira de Frankfurt 2013 é uma ação muito especial e mais um exemplo do quanto é possível fazer para a promoção de nossa produção editorial no exterior. A cidade, um dos principais centros financeiros mundiais e polo de uma desenvolvida região metropolitana, estará revestida de brasilidade, e não apenas no pavilhão de exposições! A partir de agosto, o Brasil já será tema de intensa programação, que ocupará espaços estratégicos do circuito cultural.

Todas as ações voltadas à internacionalização de nossa produção editorial somam-se a outros esforços prioritários no sentido de ampliar o hábito de leitura em nosso próprio país. Esse empenho está expresso na paulatina queda de preços e em iniciativas como a Bienal Internacional do Livro de São Paulo (com 750 mil visitantes em 2012), Prêmio Jabuti, estímulo e apoio a eventos nacionais.

São ações importantes, pois o livro é fiador do desenvolvimento e da justiça social. Por isso, são decisivas as estratégias voltadas à disseminação da leitura e ampliação do acesso dos brasileiros à informação e à cultura.

Os números mostram que estamos avançando nesse processo. Segundo a última edição da pesquisa Fipe “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, as editoras brasileiras comercializaram aproximadamente 469,5 milhões de livros em 2011, estabelecendo um novo recorde de vendas para o setor. O número é 7,2% superior ao registrado em 2010, quando cerca de 438 milhões de exemplares foram comercializados.

Do ponto de vista do faturamento, o resultado também foi positivo, e atingiu a casa dos R$ 4,837 bilhões – um crescimento de 7,36% sobre o ano anterior, o que, se descontada a inflação de 6,5% pelo IPCA do período, corresponde a um aumento real de apenas 0,81%. Isso também evidencia a queda real dos preços.

Todos esses avanços do mercado editorial brasileiro são relevantes, nos permitindo ter muito de positivo para mostrar na Feira de Frankfurt este ano. Os alemães e os visitantes de todo o mundo que irão ao evento conhecerão um pouco mais o Brasil, sua cultura, história, economia, temperos e ritmos. Perceberão, sobretudo, que também somos um país dos livros.

 

Karine Pansa

Presidente da Câmara Brasileira do Livro

 

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=135656&Categoria=OPINIAO

26 Jun 2013

A primeira grande história em quadrinhos para cegos

A simplicidade gráfica da história visual Life pode ser apreciada por todas as pessoas

 

Graças ao francês Louis Braille, desde 1827 os cegos podem ler qualquer texto desde que ele seja transcrito para uma série de pontos salientes dispostos em sequências lógicas no papel. Mas o tato não permite que um cego possa apreciar uma história em quadrinhos. Ou pelo menos  não permitia até que, recentemente, foi criada a primeira história em quadrinhos para cegos.

 

O designer Philipp Meyer pensou em como fazer as pessoas que não enxergam aproveitarem uma história apenas com imagens. Ele percebeu que não seria possível somente traduzir os desenhos com pontos no lugar das linhas. Decidiu, então, simplificar ao máximo, chegando a 24 quadros que contam a história da vida.  Assim, a história em quadrinhos Life trata-se, na verdade, de uma experiência tátil para deficientes visuais.

 

A Life conta, de forma simples, a história da vida.

 

Na página do projeto é possível ver Meyer explicando o processo, com os primeiros rascunhos, os formatos finais e a criação do livro. Mas a intenção do autor é que Lifepossa ser apreciada com interatividade, tanto no papel quanto virtualmente. É possível, por exemplo, clicar nas imagens, mudar a aparência dos personagens e colocá-los em lugares diferentes.

 

A versão para o papel explora, claro, o tato dos deficientes visuais. A primeira página explica que Life se passa em quatro quadros por página, com a ordem de leitura indicada por números nos cantos.

 

reprodução

 

 

Fonte: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/a-primeira-grande-historia-em-quadrinhos-para-cegos/

24 Jun 2013

Em Nova York, coletivos criam novos modelos de biblioteca; conheça exemplos

 

Na era digital, há quem diga que os livros e os jornais têm os dias contados. E com grandes acervos sendo digitalizados, as bibliotecas também estão fadadas ao fim? É difícil ter uma resposta concreta para essas mudanças na sociedade mas, em Nova Iorque, as bibliotecas vivem uma espécie de renascimento criativo.

Algumas delas abrigam sedes de zines, salas de leitura, oficinas literárias e festas – voltando a pulsar arte e criatividade.

Divulgação

Interior da biblioteca Mellow Pages

Localizado no Brooklyn, o misto de bar e biblioteca, começou como um lugar de leitura para um grupo de amigos. Quatro meses depois, já era uma das maiores coleções de livros raros, com jornais alternativos, zines, revistas e livros de bolso e teve que mudar para um local maior.

A biblioteca tem 121 membros e 1.900 livros – a maioria obscuros- e eventos semanais, como festas de lançamento e leituras secretas. Os livros podem ser lidos tomando uma cerveja ou café, mas é possível levá-los para casa se você doar uma quantidade em dinheiro ou livros ( obviamente, eles não aceitam enciclopédias, nem clássicos do colegial).

 

 

Little Free Libraries

 

Divulgação

Pegue um livro, deixe outro

Elas não parecem bibliotecas e você possivelmente passaria reto sem vê-las. Parecidas com caixas de correio em uma calçada calçada ou uma prateleira em um portão, qualquer um pode pegar um livro.

O mantra das bibliotecas livres é “Leve um livro, retorne um livro” e é baseada em uma política de confiança: não é preciso se cadastrar e não existem monitores nas “sedes”. Infelizmente, essas pequenas livrarias sofrem com roubo, vandalismo e descaso, o que não desmerece a ideia.

Divulgação

Bibilioteca livre inova e utiliza grade como estante

 

 

ABC No Rio Zone Library

Divulgação

Exterior da ABC No Rio Zine Library

A biblioteca multifuncional é gerida por um coletivo de artistas e conta com uma das maiores coleções de zines do mundo, com mais de 12 mil títulos. As publicações no estilo Faça Você Mesmo em sua maioria são políticas ou sociais, mas também existem zines de música, cultura marginal e viagens.

 

 

Uni Library

Divulgação

Biblioteca ao ar livre durante o verão

Aberta durante o verão, na Governor’s Island, é uma biblioteca a céu aberto, que fica disponível ao público durante o verão nova-iorquino. A coleção é modesta, mas está crescendo e tem títulos variados para todas idades e interesses.

Eles pedem que as pessoas devolvam os livros às 17h, mas não multam nem penalizam quem não devolve os livros. Para os organizadores, se uma pessoa gostou tanto do livro a ponto de quererleva-lo para casa, não existe nada de errado nisso..

 

Reanimation Library

DIvulgação

Obsoletos, porém relevantes e históricos

 

A coleção é baseada em publicações renegadas ou obsoletas: as “sobras” de bibliotecas e coleções. Apesar de antigos, retratam um período da história, ou pelo menos como ela foi contada pelos livros – uma verdadeira viagem no tempo. Também existe uma coleção de cartazes antigos, que você pode escanear ou levar para casa.

 

 

Brooklyn Art Library

Divulgação

Objetivo é valorizar trabalho de novos artistas

 

São mais de 47.500 sketchbooks (caderno desenhos/rascunhos) nas paredes. Como a coleção é vasta, você pode usar um sistema computarizado que sorteia um caderno de acordo com tema, palavra-chave, humor ou artista.

Você é encorajado a trocar de caderno com a pessoa que está sentado ao seu lado e quando você visualiza um caderno, o artista criador é avisado (e olha que eles são de 130 países diferentes).

O The Sketchbook Project começou em 2006 com o descontentamento de Steven Peterman, recém-formado em Artes Plásticas, com o elitismo das galerias. Segundo ele, o objetivo é divulgar artistas novos.

O Projeto já é móvel e faz turnês anuais. Qualquer um pode visitar a galeria, que tem exposições temáticas temporárias.

Com informações da Animal New York.

 

 

Fonte: http://catracalivre.com.br/geral/economia-criativa/indicacao/em-nova-york-coletivos-criam-novos-modelos-de-biblioteca-conheca-exemplos/

19 Jun 2013

Acesso de alunos a bibliotecas difere conforme regiões, diz IBG

Por Alessandra Saraiva e Diogo Martins | Valor

 

RIO  -  O acesso de alunos a bibliotecas no país é diferenciado por região. A conclusão é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que anunciou hoje a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense).

 

Considerando uma amostra de 132.123 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental com 15 anos ou mais, dentro de um universo estimado de 3,15 milhões de estudantes nessa categoria, o instituto atestou que 86,7% desses estudantes tinham acesso a bibliotecas. No entanto, é possível perceber que essa fatia diminui ou aumenta de acordo com as grandes regiões do país. Enquanto no Sul e no Sudeste essas participações são de 97,6% e de 86,3% respectivamente, no Nordeste e no Centro-Oeste essas fatias foram de 82,8% e de 81,5%.

 

Entre as regiões mais pobres do país, a região Norte se encontra melhor do que a do Nordeste, com 86,5% dos estudantes na categoria pesquisada pelo instituto com acesso a biblioteca.

 

O cenário também é diferenciado quando se avalia escolas públicas e privadas. Entre os alunos de ensino privado, 89,9% tinham acesso a biblioteca, em comparação com percentual de 86% dos estudantes do ensino público.

 

A diferenciação também ocorre no âmbito regional. No Centro-Oeste, 78,7% dos alunos do ensino público tinham acesso a bibliotecas, o menor percentual entre as regiões, para estudantes da rede pública. Em contrapartida, 97,3% dos alunos de ensino público da região Sul contavam com acesso a esse serviço, o maior entre as grandes regiões.

 

No que concerne a uso de equipamentos de informática, não houve grandes diferenças entre as redes de ensino público e privado. Do total analisado pelo instituto, 88,9% tinham acesso a esse serviço, sendo que essa fatia era de 88,3% entre os alunos do ensino público; e de 85,3% nas de ensino privado.

 

 

© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. 


Fonte:

http://www.valor.com.br/brasil/3166946/acesso-de-alunos-bibliotecas-difere-conforme-regioes-diz-ibge#ixzz2XNIXL4N5

08 Jan 2013

Escritor William Joyce faz uma declaração de amor aos livros

Ganhador do Oscar de melhor animação em 2012 com “The Fantastic Flying Books of Mr. Moris Lessmore”, o autor e ilustrador americano de livros infantis William Joyce conta a história de um rapaz apaixonado pela leitura que é levado por um furacão e aterrissa em um mundo encantado, onde os livros ganham vida. Essa verdadeira declaração de amor à leitura chega ao Brasil em forma de livro pela editora Rocco com o nome “Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo”.

 

Em entrevista, o escritor diz que não acredita no fim do livro impresso. “Não penso em morte do livro, mas em evolução. Ao passo que o livro ilustrado se adapta às novas tecnologias, sinto que é importante reforçar a ideia que, apenas dos lampejos que os aplicativos possam trazer, sempre haverá necessidade e espaço para os prazeres únicos da página impressa.”

 

A entrevista completa foi publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo, leia aqui!

 

Fiquei tão apaixonada pela animação! Segue abaixo para você que também é um amante dos livros de papel:

 

 

Fonte: http://colunas.revistamarieclaire.globo.com/ralstonites/2013/01/08/escritor-william-joyce-faz-uma-declaracao-de-amor-aos-livros/

08 Jan 2013

Uma biblioteca feita com livros achados no lixo

 

 

Uma moradora da cidade de Mirassol, no interior de São Paulo, trabalhava com reciclagem como meio de sobrevivência. Mas além de plásticos, vidros, papel e metais, Cleuza Branco Oliveira, de 47 anos, resgatou outros objetos do lixo: livros. O achado é do site Livros e Pessoas.

 

Cleuza era quase analfabeta quando começou a descobrir livros durante o seu trabalho de reciclagem. Machado de Assis, José Saramago, Jorge Amado, entre outros autores, eram alguns dos "resgatados" por Cleuza no dia a dia.

 

Cleuza guardava os livros para depois os ler em casa. Depois de acumular muitos livros, a catadora realizou um sonho: montou uma biblioteca e disponibilizou as obras para aqueles sem dinheiro para comprar livros numa livraria.

 

Inaugurada na associação local de catadores, a biblioteca já conta com um acervo de 300 títulos. A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser pode comprar os títulos repetidos por um valor simbólico. Esse pequeno rendimento reverte a favor da associação.

 

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/uma-biblioteca-feita-com-livros-achados-no-lixo-181141682.html

08 Jan 2013

AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DA CIDADE DE SÃO PAULO

Pesquisando na Internet, encontramos um trabalho bastante interessante sobre informatização de bibliotecas públicas, vejam:

 

Título:  Automação de Bibliotecas Públicas Municipais da Cidade de São Paulo

Autor: Cléo da Silva Lima

Ano de publcação: 2011

 

Acesso: http://rabci.org/rabci/node/154

07 Jan 2013

E-book inédito ajuda a publicar livro online

 

Escrever um livro e conseguir uma editora rapidamente para publicá-lo não é tarefa muito fácil e, às vezes, pode nunca sair do papel. Pensando nisso, Edson Brandi, diretor de tecnologia de internet do R7, teve ideia de facilitar a vida dos autores com Kindle: Como Formatar e Publicar Seu Livro – Um Guia Passo a Passo Para Iniciante.

 

Didático e recheado de imagens ilustrativas, o livro é um guia rápido para todas as pessoas que têm vontade de publicar um livro e coloca-lo à disposição para leitura. 

Brandi explica que com o lançamento da Amazon no Brasil, a empresa trouxe a plataforma de self publishing para o País. 

- Com essa ferramenta, qualquer pessoa pode publicar um livro/artigo na internet, sem nenhum custo, com a vantagem de proporcionar uma participação nos resultados bem melhor que numa publicação tradicional, já que a Amazon oferece royalties de até 70% para o autor.

 

Amazon chega ao Brasil e promete Kindle por R$ 299

Livro digital pode facilitar a vida dos leitores brasileiros

 

Nas 120 páginas e 80 figuras da obra online, Brandi dá dicas de como estruturar e formatar um documento no MS Word para ser convertido para o formato de um e-book, suportado pelo Amazon Kindle, bem como o processo de criação e configuração de uma conta na plataforma de publicação e a publicação do livro em si.

É importante ressaltar que o guia foi escrito para pessoas que não dominam a informática e gostam de escrever.

- O público é para pessoas como meu sogro, por exemplo, que tem dez livros que gostaria de publicar em formato de e-book, mas que não sabia sequer por onde começar.

No último fim de semana, o livro foi o mais vendido na categoria de computação, internet e mídia digital da Amazon, o que comprova o acesso rápido e eficaz da obra.

Com preço bastante acessível, apenas R$ 8, o livro é imperdível para ter como guia de consulta. 

Em homenagem ao dia do leitor, comemorado nesta segunda-feira (7), o autor disponibilizou o acesso gratuito da obra até esta terça-feira (8).  Leia trecho da entrevista com o autor:

 

R7: Como surgiu a ideia de escrever este livro?
Edson Brandi: Desde o lançamento da loja brasileira da Amazon eu vinha ajudando meu sogro a converter os livros que ele publicou no passado de forma tradicional para o formato de e-book para ser comercializado no Kindle e escrevi o material com o objetivo de auxiliá-lo no processo. Ao longo do processo, conversando com alguns conhecidos, constatei que outras pessoas tinham as mesmas duvidas, curiosidades e dificuldades que ele, por isso decidi publicar o material que havia escrito.

 

R7: O leitor leigo vai entender como publicar um livro online pela Amazon?
Brandi: O livro foi escrito com este objetivo, procurei ser o mais prático e objetivo que pude. Todas as etapas do processo foram abordadas e ilustradas de forma que mesmo uma pessoa que nunca utilizou o MS Word tenha condições de formatar e publicar o seu livro na plataforma da Amazon.

 

Um livro de ficção, por exemplo, é bastante simples de ser formatado, se o leitor possuir o original em formato digital e o mesmo já estiver devidamente revisado, em menos de uma hora ele terá condições de formatar, converter e efetuar a publicação do seu livro.

 

R7: Em quanto tempo você escreveu o e-book?
Brandi: O trabalho de escrita, revisão, formatação e publicação levaram aproximadamente 36 horas.

 

R7: Você pretende que este livro seja o primeiro de uma seja uma série na internet?
Brandi: Sempre desejei escrever e publicar um livro. Nunca imaginei que o primeiro seria justamente um livro sobre como publicar um livro.  Tenho planos de escrever outros livros no futuro, porém, não acredito que serão sobre o mesmo tema.

 

R7: É sua primeira experiência como autor?
Sim, é minha primeira experiência como autor. O processo de escrita foi bastante gratificante, pois tenho certeza que o material, apesar de simples, irá ajudar muitas pessoas que sempre tiveram o desejo de publicar seus trabalhos, mas que não sabem exatamente por onde começar.

 

Fonte: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/e-book-inedito-ajuda-a-publicar-livro-online-20130107.html

05 Jan 2013

Triplicam títulos no país, mas preços de livro digital custam a cair

Serviço precário de conexão com internet fora dos grandes centros impede venda digital em maior volume, avalia Câmara Brasileira do Livro

Triplicam títulos no país, mas preços de livro digital custam a cair Caco Konzen/Especial
Cercado por computadores, Anderson diz que trocaria livros impressos se preços da versão digital caíssemFoto: Caco Konzen / Especial

 

Fica difícil responder se no país o livro digital é caro porque ainda não é popular ou se ainda não é popular porque é caro. A comparação entre o mercado brasileiro e o americano mais uma vez ajuda a achar a resposta. Um dos entraves, aponta Ednei Procópio, da Câmara Brasileira do Livro, é a conexão com a internet: fora dos grandes centros urbanos, o serviço ainda é precário, o que impede venda digital em maior volume.

 

Outro fator é o número de títulos publicados. Dois anos atrás, quando o Brasil ainda engatinhava no mercado de e-books, com apenas 5 mil obras publicadas em português, os Estados Unidos já ultrapassavam a marca de 1 milhão na versão digital. Em abril de 2011, menos de quatro anos depois do lançamento do seu próprio leitor digital, a Amazon anunciou que já vendia mais livros na versão eletrônica do que em papel.

 

No Brasil, dos 300 mil títulos impressos disponíveis atualmente, apenas 5% tem uma versão digital. Mas o cenário está mudando. A oferta de livros em português triplicou em menos de dois anos, atingindo a marca de 16 mil obras em 2012. Dos 10 títulos em papel mais vendidos no Brasil, oito já estão disponíveis na versão digital.

 

Entretanto, boa conexão de internet e grande quantidade de títulos oferecidos não são os únicos motivos para fazer do livro digital um sucesso de vendas. Também em 2011, quando a Amazon anunciou que na Grã-Bretanha a venda de livros digitais havia superado a venda de impressos, a obra mais vendida custava pouco mais de R$ 1, enquanto o segundo colocado saía por pouco mais de R$ 3. Os britânicos apostaram em reduzir o preço para ampliar o volume vendido. Por aqui, a opção foi diferente.

 

Caso o preço dos e-books no Brasil fosse menor, na faixa de R$ 6 a R$ 7, mesmo Anderson Guerreiro, 20 anos, entusiasta dos livros impressos, cogitaria trocar a leitura em páginas de papel pela telas dos e-readers.

 

– A diferença de preço teria de ser acima de 50% – calcula.

 

Mesmo trabalhando cercado de computadores, em um centro de processamento de dados, Guerreiro não abre mão de viver rodeado de livros de papel.

 

– Só se o livro digital ficar bem mais barato vou migrar para o e-book – enfatiza.

 

Acaba nas pequenas editoras o papel de tentar mudar esse panorama. É o caso da KBR, com sede no Rio de Janeiro, que colocou todos os livros digitais do seu catalogo à venda por R$ 1,99. O preço é promocional, mas o teto de cobrança por uma obra na versão digital será R$ 7,99, garante Noga Sklar, dona da editora. A estratégia garantiu que 20 livros da KBR estivessem entre os cem títulos mais vendidos pela Amazon nas três primeiras semanas de venda.

 

Preços à parte, uma coisa é certa: quem se sente desvalorizado é o leitor brasileiro.

04 Jan 2013

Literatura para maiores

 

Depois do estrondoso sucesso do "Cinquenta tons de cinza", da britânica E. L. James, as editoras descobriram um mercado novo. Aproveitando o momento, a Harlequin Brasil firmou uma parceria com a Saraiva para o lançamento de uma coleção exclusiva de literaturafeminina.

 

“Romances Saraiva” traz para as leitoras cinco séries temáticas, integradas por obras de autoras consagradas em todo o mundo.

 

Os títulos reúnem ingredientes que alimentam o imaginário das mulheres. Além das séries “Paixão”, “Modern”, “Romances Históricos” e “Rainhas do Romance”, sucessos consagrados junto às leitoras, a Harlequin e a Saraiva lançam os livros do selo Sussurro, que publica romances para adultos.

Fonte: http://www.jb.com.br/anna-ramalho/noticias/2013/01/04/literatura-para-maiores/

14 Set 2012

Alexandria On Line no XVII SNBU

Estamos de malas prontas rumo ao XVII SNBU - Gramado 2012!

Não deixem de visitar nosso estande na Feira de Expositores!

Aproveitem para conhecer a última versão do Software Alexandria On Line e ainda participar dos sorteios que preparamos para vocês.

Será um prazer recebê-los!

14 Set 2012

Projeto prevê uma biblioteca pública em cada município

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3727/12, que inclui entre os princípios do ensino, previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), a presença de pelo menos uma biblioteca pública em cada município brasileiro.

 

Conforme a proposta, do deputado Jose Stédile (PSB-RS), será obrigatório um acervo de no mínimo um título para cada habitante do município. Caberá ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas determinar a ampliação desse acervo conforme a realidade de cada município, além de divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas.

 

O projeto estabelece ainda que os municípios, dentro de sua autonomia e capacidade financeira, deverão desenvolver esforços progressivos para que a universalização das bibliotecas públicas seja efetivada no prazo máximo de cinco anos.

 

“A verdadeira função de uma biblioteca pública é promover o desenvolvimento do contexto social onde atua. Para isso, deverá atender aos diferentes tipos de usuários: infantil e adulto, alfabetizado, neoalfabetizado e não alfabetizado, o recluso e o livre, o hospitalizado, o deficiente físico e visual, entre outros”, afirma.

 

São 11 os princípios do ensino previstos na LDB, entre eles: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; respeito à liberdade e apreço à tolerância; e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.

 

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Íntegra da proposta:

Da Redação/WS

 

 

 

 

Fonte:Agência Câmara de Notícias

28 Ago 2012

Biblioteca Nacional lança Prêmio Vivaleitura 2012

Agência FAPESP – A Fundação Biblioteca Nacional lançou a sétima edição do Prêmio Vivaleitura. Em 2012, a iniciativa oferecerá R$ 540 mil em dinheiro a instituições comprometidas com o fomento à mediação da leitura em todo o território nacional e a valorização do hábito de ler na conquista da cidadania plena.

 

O prêmio tem inscrições abertas até 29 de setembro. O Vivaleitura é dividido em três categorias. Em “Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias” concorrem experiências desenvolvidas em bibliotecas de acesso público sem ligação com instituições de ensino.

 

A categoria “Escolas públicas e privadas” envolve trabalhos realizados em colégios públicos e particulares sob responsabilidade de professores, diretores, bibliotecários ou coordenadores.

 

Bibliotecas ligadas a faculdades ou universidades juntam-se a ONGs, pessoas físicas e instituições sociais em “Sociedade”, categoria que avalia iniciativas formais ou informais executadas na área da leitura por cidadãos vinculados a ONGs e instituições sociais.

 

A comissão selecionará 18 projetos finalistas a serem contemplados com diploma e troféu Vivaleitura. Os seis vencedores de cada categoria receberão prêmios no valor de R$ 30 mil. Além disso, as iniciativas indicadas para a Menção Honrosa “José Mindlin” ganharão diploma e medalha.

 

A cerimônia de premiação ocorrerá em dezembro. O Prêmio Vivaleitura é uma realização da Fundação Biblioteca Nacional, com a coordenação e execução da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em conjunto com o Ministério da Educação, em parceria com a Fundação Santillana, a Fundação Banco do Brasil, o Conselho Nacional de Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação.

 

Mais informações e inscrições: www.premiovivaleitura.org.br 

 

Fonte: http://agencia.fapesp.br/16102

 

10 Jun 2012

Qual o futuro das bibliotecas tradicionais?

Por Monique Lopes 


Numa época em que se discute as mudanças da nossa relação com a leitura, ante a gradativa, porém crescente, digitalização de livros e revistas, o Brasil ainda tem uma questão a resolver: o acesso ao livro. O governo federal tem investido na missão de implantar em cada cidade do Brasil uma biblioteca pública. Segundo a Fundação Biblioteca Nacional, atualmente são cerca de 20 municípios sem uma. Dados do Conselho Federal de Biblioteconomia dão conta de que, em 2010, havia no país uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes. É pouco – na Argentina, na mesma época, era uma para cada 17 mil –, mas o empenho em aumentar esse número mostra que o futuro das bibliotecas tradicionais, apesar da atenção cada vez maior dada às virtuais, não é incerto.


Mônica Rizzo, coordenadora do Centro de Referência e Difusão da Biblioteca Nacional (BN), endossa esse discurso: “Eu não consigo visualizar hoje, com todos os meios de que nós dispomos, substitutos ao atendimento que as bibliotecas tradicionais oferecem, o apoio, o acompanhamento à pesquisa. A gente pode substituir o papel pelo digital, mas não pode substituir esse tipo de apoio”, avalia. A BN é a maior biblioteca da América Latina e a sétima maior do mundo, com um acervo de nove milhões de peças, dentre as quais cerca de 25 mil digitalizadas. Ficam de fora dessa conta os fascículos e periódicos, que fazem parte do projeto de uma hemeroteca digital ainda em andamento, esclarece Rizzo. Em 2011, esse acervo digital obteve 20 milhões de acesso. As contas do primeiro semestre de 2012, em aberto, já somam mais de 16 milhões. Ainda assim, a coordenadora afirma que o número de visitas à Biblioteca não têm diminuído em sua totalidade, mas apenas em determinados setores, como, por exemplo, o de referência, onde a biblioteca disponibiliza dicionários, enciclopédias e outras obras de consulta rápida.

 

“Hoje em dia, é muito fácil você acessar dados básicos, que é o que você costuma consultar num setor de referência, por meio da internet, que nisso tem se capacitado de forma bastante eficaz. Mas não houve um decréscimo expressivo nos últimos anos, porque a quantidade de acervo digitalizado versus acervo não digitalizado é muito grande pro lado do impresso”, diz. A digitalização de obras na Biblioteca Nacional segue um padrão: dá-se prioridade às obras publicadas no Brasil desde o século XIX, às obras raras e aos materiais mais consultados, como forma inclusive de preservar os originais. Além disso, Rizzo explica que não podem ser digitalizadas obras que ainda estejam sob direitos autorais.

 

Luiz Atílio Vicentini, coordenador do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), que tem hoje em seu acervo digital cerca de 302 mil e-books, também levanta essa questão: “Nós não podemos pegar qualquer livro, digitalizar e disponibilizar para os alunos. Nesses casos, dependemos das editoras lançarem a obra também em formato e-book”, explica. Segundo Vicentini, as obras mais lançadas nesse formato pelas editoras são da área de exatas, o que faz com que, consequentemente, os estudantes dessa área sejam os que mais procuram pelo acervo digital da Unicamp. O SBU é formado por 27 bibliotecas com um acervo de mais de um milhão de livros. E apesar de não disponibilizar todo o seu acervo em formato digital, oferece hoje a maioria de seus serviços, como reserva de obras e renovação de empréstimo, pela internet. “As bibliotecas precisam se reinventar no atendimento”, afirma Vicentini.

 

O conceito de biblioteca virtual tem sido bastante disseminado no ambiente universitário. O acervo digital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é disponibilizado aos alunos na forma de cinco bibliotecas virtuais: Biblioteca Virtual de Música, de Ciências Sociais, de Economia, de Estudos Culturais e de Literatura. A Universidade de São Paulo (USP), além das bibliotecas de acesso exclusivo da comunidade universitária, dispõe de outros três portais de acesso livre a revistas, teses e dissertações, e é responsável também pela Brasiliana USP, que conta com um acervo de três mil livros, periódicos e obras de referência para consulta e download. Já a Universidade Estadual Paulista (Unesp) inaugurou em maio deste ano sua Biblioteca Digital, parceria da instituição com o Arquivo Público do Estado de São Paulo, a própria Biblioteca Nacional e a Biblioteca Mário de Andrade, que assim permite acesso não só ao acervo das bibliotecas da Unesp como também a materiais pertencentes a essas instituições públicas.

 

Nessa corrida tecnológica, as bibliotecas universitárias, segundo Vicentini, têm uma vantagem em relação às públicas: investimento. Adriana Cybele Ferrarri, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e idealizadora da Biblioteca São Paulo (BSP), concorda: “Nas universidades, você não precisa provar para o reitor que a biblioteca é importante. Quando entrei no governo, a área de biblioteca e leitura não estava no mesmo patamar que museus e teatros, por exemplo. Mas, por outro lado, em comparação a seis anos atrás (quando passou a integrar a equipe da Secretaria), estamos vivendo um momento muito especial nessa área, em questão de aporte financeiro”.

 

A BSP foi inaugurada em fevereiro de 2010 no Parque da Juventude, área em que antes funcionava o Complexo Penitenciário Carandiru. Em 2011, a Biblioteca teve 321 mil visitantes e possui hoje um acervo de cerca de 40 mil obras. Ferrari explica que a intenção não é, mesmo, possuir um acervo gigantesco. Em palestra recente no curso de biblioteconomia da PUC-Campinas, ela tocou num ponto que compete a toda biblioteca, em especial, às bibliotecas públicas tradicionais: o acervo envelhecido. Segundo ela, não adianta dispor de um acervo de milhões de livros “velhos” e que não chamem a atenção do leitor. “Não estou dizendo para por fogo em obra rara”, brinca. “Mas o acervo das bibliotecas públicas raramente recebe uma renovação com títulos atuais”, afirma. No caso das bibliotecas virtuais, a disponibilização de obras da atualidade esbarra, como já mencionado por Rizzo e Vicentini, na questão dos direitos autorais.

 

A Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, é a segunda maior do país e possui um acervo de 3,3 milhões de peças, das quais estão digitalizadas somente algumas centenas de mapas da coleção de obras raras. Já o Real Gabinete Português de Leitura, biblioteca pública desde 1900, com acervo atual da ordem de 350 mil volumes, não possui livros digitalizados, apenas manuscritos avulsos, códices e Atas dos Colóquios do Polo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras. Mônica Rizzo, da BN, acredita que a digitalização não seja ainda o caminho para todas as bibliotecas. “Principalmente nesse primeiro momento, porque estamos falando de um país que tem ainda muitas disparidades na área de tecnologia. Mas possivelmente num futuro, talvez nos próximos 30 ou 50 anos, a tendência é que a maior parte das coleções em domínio público já esteja disponível em meio digital, o que será muito bom pra todos. Mas as bibliotecas (tradicionais) permanecerão”, reforça. Adriana Ferrari endossa: “Essa ideia de que com a TV o rádio iria acabar, com o cinema o teatro iria acabar e assim por diante já está ultrapassada. Nas bibliotecas, vão existir livros (em papel) e livros digitais”.

 

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=79&id=972&tipo=0

10 Jun 2012

As bibliotecas virtuais democratizam o acesso ao conteúdo científico?

Por Francisco F. Zaiden 

 

Os cientistas da atualidade vivem rodeados pela tecnologia, porém muitos ainda se lembram das dificuldades de se obter livros, artigos e periódicos científicos. Recorrer ao sistema de permuta entre instituições de pesquisa ou então visitar as bibliotecas e folhear enormes e pesados catálogos faziam parte da rotina dos pesquisadores até o advento da internet. A atual facilidade para encontrar conteúdo científico, se dá graças a inúmeras experiências que resultaram em portais de divulgação da produção científica, como é o caso de bibliotecas virtuais como a brasileira SciELO e o banco de dados norte-americano Thomson Reuters/Web of Science.

 

Entretanto, mais importante do que entender como e de onde surgiram, é entender o papel e o contexto no qual estão inseridos tais portais. Afinal, a proposta de divulgação de conteúdo científico via internet é também uma aposta na maior abrangência da ciência em prol da democratização da informação que produz.

 

As bibliotecas virtuais

 

O surgimento e a popularização dos portais virtuais que indexam e disponibilizam trabalhos científicos ocorreu na década de 1990, obviamente, seguindo o traço do avanço da internet. Alguns desses sítios, pioneiros na época, cresceram e se tornaram fonte de inspiração para outros ao redor do globo. Algumas bibliotecas virtuais não científicas surgiram bem antes da própria internet, como é o caso do Project Gutenberg, que abriga 39 mil livros eletrônicos de acesso gratuito.

 

Reconhecido como a mais antiga livraria digital do mundo, o Project Gutenberg– que recebeu este nome em homenagem a Johannes Gutenberg, inventor da prensa – foi fundado por Michael Hart, em 1971. A ideia nasceu através de uma experiência com a digitalização da Declaração de Independência dos Estados Unidos. E com o avanço da computação e o surgimento da Arpanet (o precursor da internet) Hart passou a digitalizar outras obras, pois acreditava que seria possível que todos os lares norte-americanos pudessem ter um computador com acesso a rede Arpanet e, com isso, poderia difundir os livros de forma gratuita.

 

Outra referência é o Web of Science (WoS), banco de dados de produção científica que pertence ao grupo Thomson Reuters, antigo Institute for Scientific Information (ISI). Além de armazenar e divulgar o conteúdo de periódicos científicos, o ISI foi responsável pelo desenvolvimento de índices que medem e estabelecem padrões para publicações científicas.

 

Com o avanço dos trabalhos científicos, e também da tecnologia, inúmeras outras bibliotecas virtuais surgiram ao redor do globo. Inclusive no Brasil (Leia artigo sobre América Latina).

 

O surgimento no Brasil

 

Quando falamos sobre produção científica nacional e sua divulgação, um nome surge instantaneamente na mente dos cientistas: o SciELO. Lançado na internet em 1997 através de uma parceria entre Abel Packer, mestre em ciências da informação, e Rogério Meneghini, doutor em bioquímica, com incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Scientific Electronic Library Onlinese tornou o principal portal de indexação, além de referência em publicação de periódicos científicos do país. Apesar disso, Rogério Meneghini minimiza a influência da biblioteca sobre a produção científica nacional. “Não somos publishers, não possuímos nenhum poder nos periódicos. Também não ganhamos recursos dos periódicos e não possuímos nenhuma influência sobre eles. O que fazemos é acompanhar e selecionar os periódicos através de nossos critérios”. O SciELOtambém trabalha com acesso aos periódicos de forma gratuita. Para Meneghini, “o acesso aberto aumenta a possibilidade de toda a comunidade científica ter acesso à informação”. Atualmente, a biblioteca indexa 952 periódicos, a maioria nacionais, e tem ? mais de 370 mil artigos cadastrados no portal.

 

Outras bibliotecas virtuais ganharam destaque no cenário nacional. A Biblioteca Digitalda Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, foi a primeira da América Latina a digitalizar 100% de todas as teses e dissertações produzidas na universidade. Já a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), também conhecida por Biblioteca Regional de Medicina (Bireme), criada em 1998 pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Sáude é referência pelo conteúdo mais específico.

 

De acordo com Cláudia Guzzo, coordenadora do monitoramento das instâncias e projetos da BVS, “a Biblioteca Virtual em Saúde é resultado da evolução da cooperação técnica em informação em ciências da saúde conduzida pela Bireme desde sua criação, em 1967.” Segundo ela, no final da década de 1970 o modelo da Biblioteca se expandiu; de uma instituição pautada pelas funções essenciais de biblioteca biomédica regional, para uma que tivesse a função de centro de informação e indexação. “A partir dos anos 1990, o modelo de gestão da informação e intercâmbio de conhecimento em saúde convergiu para o novo paradigma da internet como meio de produção das fontes e fluxos de informação científica e técnica, no qual predomina um processo intensivo de desintermediação e operação direta das fontes de informação online pelos usuários.”, complementa Cláudia.

 

Os números de acessos ao portal da BVS impressionam: de acordo com dados fornecidos pela coordenadora, em 2010, foram mais de 29 milhões de visitas realizadas por usuários de 222 países. Em 2011, foram 19,5 milhões de visitas de 211 países. E neste ano, até o mês de abril, foram registradas mais de 5 milhões de visitas de 219 países. O Brasil responde por 73% de todos os acessos registrados.

 

O Brasil não está sozinho no crescimento de publicação de trabalhos científicos na internet, a América Latina cresce junto. Segundo Lilian Caló, também coordenadora da Biblioteca Virtual da Saúde, “o desenvolvimento das bibliotecas virtuais em saúde e o avanço do movimento de acesso aberto vem contribuindo para aumentar a visibilidade e disponibilidade dos resultados de pesquisa publicados na América Latina e Caribe”. Ela afirma que o número de periódicos indexados em bases de dados de prestígio como WoS, Medline e Scopus vem crescendo nos últimos anos, o que indicaria a melhoria de qualidade das publicações dessa região. “O número de periódicos da América Latina e Caribe na WoS mais que quadruplicou de 2000 a 2012, a mesma variação  é observada no Journal Citation Reports (JCR), base de dados que integra a Web of Knowledge”, analisa.

 

Serviço gratuito vs. serviço pago

 

Há um debate fervoroso na comunidade científica, e entre outros interessados, como autores e editoras, sobre a legitimação do serviço gratuito proporcionado pela maioria das bibliotecas digitais. No Brasil, por exemplo, o blog Livro de Humanas sofreu processo da Associação Brasileira de Direitos Repográficos (ABDR), acusado de pirataria, e saiu do ar. O blog disponibilizava cerca de dois mil títulos acadêmicos para download gratuito. O valor da indenização cobrada pela associação é de aproximadamente R$200 milhões.

 

Nos Estados Unidos, ocorre um debate no congresso sobre o tema. Um grupo de congressistas, bipartidário, alega que a divulgação de artigos científicos deveria ser gratuita, pois 99% das pesquisas publicadas são provenientes de verbas públicas, e que por isso deveria ser disponibilizado de graça (leia reportagem sobre acesso aberto ao conhecimento científico).

 

Por outro lado, outro grupo acredita que o governo não pode, e não deveria, forçar o processo, pois seria nocivo à filosofia de livre iniciativa, além de burlar o direito à propriedade intelectual do pesquisador.

 

Biblioteca virtual promove democratização da informação?

 

Os especialistas são categóricos sobre o papel das bibliotecas virtuais na democratização da informação. No entanto, eles enfatizam que a democratização ainda está atrelada fortemente à comunidade científica. “A pessoa que mais se beneficia com o acesso aberto é o próprio cientista, que não possui condições financeiras para o acesso”, afirmou Rogério Meneghini, um dos fundadores do SciELOJá Cláudia Guzzo se mostra ainda mais otimista ao declarar que as bibliotecas virtuais são movimentos sociais: “há de se pensar as bibliotecas virtuais não só como portais de acesso à base de dados, mas também como movimentos sociais que envolvem os principais produtores de informação a nível nacional. Com isso, a informação já nasce com o intuito de ser divulgada de forma pública e gratuita, e surgem os movimentos em prol do acesso aberto e políticas de acesso à informação”.

 

As bibliotecas virtuais “são uma forma de ampliar a divulgação e o acesso da comunidade em geral, mediante o uso da tecnologia de informação”, reforça Tânia Angst, líder do grupo de pesquisa Documentação e Informação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e envolvida no desenvolvimento da Biblioteca Virtual do Estado do Rio Grande do Sul – que teve aumento de 90% no número de acessos de 2001 a 2011.

 

Apesar do debate que acontece em torno do acesso livre a conteúdos científicos na internet, não há dúvida de que o acesso tornou-se mais fácil e rápido e que as bibliotecas virtuais foram incorporadas na rotina de pesquisa, modificando para sempre o modo de acessar o conhecimento. 

 

Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=79&id=975

06 Jun 2012

Unesp lança biblioteca digital

Acervo disponível para consulta na internet reúne livros, revistas, jornais, documentos históricos e reproduções de obras de arte (Unesp)

 

 

Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) acaba de lançar sua Biblioteca Digital, que reúne livros, periódicos e outros materiais pertencentes ao sistema de bibliotecas e aos centros de documentação da instituição.

 

De acordo com a Unesp, graças a parcerias com a Biblioteca Nacional, o Arquivo Público do Estado de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade, foi possível também reproduzir parte do acervo dessas instituições.

 

A Biblioteca Digital da Unesp está dividida em quatro grandes núcleos: “Hemeroteca”, “Livros”, “História de São Paulo” e “Artes Visuais”. As obras foram agrupadas conforme o assunto e relevância, formando diferentes coleções. Há arquivos sobre “A Linguagem Matemática”, “Entomologia”, “Filósofos” e “Polêmicas Oitocentistas”, entre outras.

 

A “Hemeroteca” reúne publicações periódicas, sendo possível pesquisar por título ou por palavras. O núcleo “Livros” traz obras selecionadas dos acervos das bibliotecas da Unesp e de suas coleções especiais.

 

Já o núcleo sobre “História de São Paulo” dá acesso a documentos importantes para a reconstrução da trajetória paulista. Ele é inaugurado com a coleção “Documentos Interessantes para a história e costumes de São Paulo”, publicada pelo Arquivo do Estado de São Paulo.

 

“Artes Visuais” divulga imagens digitais de obras de arte públicas – arquitetura, escultura, pintura – para uso didático, sem fins lucrativos. As imagens em alta definição podem contribuir tanto para pesquisadores como para professores em todos os níveis, com o uso em conteúdos programáticos da história da arte.

 

Mais informações: http://unesp.br/bibliotecadigital

 

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15702

06 Jun 2012

Biblioteca-Parque é inaugurada na favela da Rocinha, no Rio

A favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, recebeu nesta segunda-feira (4) uma Biblioteca-Parque. O espaço, dedicado à literatura, às artes, à integração da comunidade com a cultura local, com a cultura contemporânea e com os clássicos, ocupa um prédio de cinco andares no interior da comunidade.

A Biblioteca-Parque da Rocinha foi inaugurada pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

 
Biblioteca-Parque
Construída com recursos do PAC, a biblioteca poderá atender cerca de 215 mil pessoas por ano, entre moradores da região e de bairros próximos, tendo capacidade inicial para 15 mil livros e dois mil DVDs, além de disponibilizar 48 computadores e 12 notebooks.

O espaço terá nos seus 1.600 metros quadrados, distribuídos em cinco pisos, DVDteca, cineteatro, sala multiuso para cursos, estúdios de gravação e edição audiovisual, setor de leitura e internet comunitária, cozinha-escola e café literário.

E integrará uma rede de bibliotecas-parque iniciada com a abertura da Biblioteca Parque de Manguinhos, em abril de 2010. Seu modelo é inspirado nas bem-sucedidas experiências implementadas em Medelin e Bogotá, na Colômbia.

Segundo o governo estadual, a próxima biblioteca-parque a ser inaugurada ainda neste ano será no Complexo do Alemão. A previsão é implantar bibliotecas semelhantes em todas as regiões do estado, todas interligadas, com cada um funcionando como cabeça de rede das bibliotecas municipais, escolares e comunitárias.


Fonte: MinC

27 Mai 2012

Como transformar o Brasil em um país de leitores

Credito:  Divulgação / SXC

Não é por que o livro é caro, nem por que faltam bibliotecas: os brasileiros que não leem alegam desinteresse e falta de tempo. Essa é uma das conclusões do seminário "Por um país de leitores: mobiliza, Brasil". Realizado em abril no SESC Vila Mariana pela Fundação Itaú Social em parceria com o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), o seminário deixou claro que a formação de leitores é o grande obstáculo que nos separa de uma nação leitora.

 

Apesar de acreditar-se que a leitura é um hábito importante para a formação do indivíduo, são poucos os brasileiros que efetivamente leem. O diretor regional do SESCSP, Danilo Miranda, resumiu o desafio: "para incentivar a leitura, é preciso que livros sejam incorporados aos nossos interesses, é preciso incentivar não só crianças e jovens, mas também adultos para que leiam".

 

O problema do acesso ao livro foi praticamente superado com o esforço do poder público em instalar bibliotecas. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), 99% das cidades possuem ao menos uma biblioteca.

 

Dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", também apresentada no evento, mostram que apesar de 67% dos entrevistados saberem da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, apenas 24% deles dizem frequentá-las e só 12% usam seu espaço para ler. "Se temos a ideia de que a biblioteca é um lugar chato, também pensaremos que o livro é chato", refletiu Jéferson Assunção, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.

 

Na complexa tarefa de conquistar adeptos ao hábito da leitura, diversas necessidades apareceram na discussão.

 

Os resultados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" mostraram que o professor ultrapassou a figura da mãe como ator que mais influencia os leitores a lerem. Os pais estão em terceiro lugar. Além disso, 93% leem em casa, por isso, o bom exemplo dos pais diante dos filhos é importante. A relação afetiva e de exemplo também é muito importante. A pesquisa também confirmou o que já sabíamos: quem viu mais a mãe lendo lê mais. Quem ganhou livros quando criança lê mais.

 

Fonte: http://www.jmnews.com.br/noticias/mix/12,21446,27,05,como-transformar-o-brasil-em-um-pais-de-leitores.shtml

26 Mai 2012

Pelo livre acesso aos arquivos de telejornais

Nas últimas semanas, a sociedade brasileira tem discutido a importância de abrir os arquivos da ditadura para conhecermos a “verdade”. É uma ótima iniciativa que já chega tarde. Tenho dúvidas se algum dia teremos acesso a essa tal “verdade”, mas revelar os segredos contidos nesses arquivos será certamente útil para conhecer um pouco mais da nossa história recente. Para revelar quem nós somos.

 

Por Antonio Brasil*
E já que estamos discutindo o acesso aos arquivos do governo sobre a ditadura, convém relembrar a necessidade de libertarmos os arquivos de telejornais. Eles ainda continuam reféns de alguns poucos gatekeepers – ou “paladinos da verdade” – que controlam os centros de documentação de nossas emissoras de televisão.

 

Ninguém pesquisa telejornais brasileiros do passado e do presente sem o aval desses poderosos “controladores” de arquivos. Perdemos muito do conteúdo do passado em incêndios e reutilização de fitas gravadas. O que foi perdido não tem mais como recuperar. Mas ainda há milhares de horas de telejornais gravados em centros de documentação de nossas emissoras e precisamos garantir o acesso livre para os pesquisadores da história do futuro.

 

E por que você deve se importar com isso? Porque os telejornais ainda são a principal e, muitas vezes, a única fonte de informações para a maioria dos brasileiros. Esses noticiários também são documentos fundamentais para pesquisarmos nosso passado. E quem não aprende com o passado comete os mesmos erros no presente e no futuro. Telejornal é fonte primária para os estudos históricos.

 

Questões ideológicas

Afinal, por que podemos ler todos os jornais brasileiros de qualquer época em nossas bibliotecas públicas e não podemos assistir aos telejornais brasileiros? Nossos noticiários, enquanto memória histórica fundamental para compreensão do nosso passado e presente, ainda não foram libertados do controle dos arquivos das emissoras brasileiras.

 

O acesso livre à nossa memória televisiva é questão fundamental e estratégica para a preservação da história e da democracia no Brasil. Mas como garantir ao público um acesso livre e irrestrito aos conteúdos dos telejornais brasileiros? Como o pesquisador deve proceder para saber o que aconteceu na televisão brasileira nos últimos anos?

 

As novas tecnologias podem nos auxiliar a remediar essa situação de descaso e injustiça. Com a evolução dos recursos audiovisuais, o aumento da capacidade de armazenamento digitalizado e sobretudo com a facilidade de transmissão via internet, é possível propor o acesso público eficiente e de baixo custo aos arquivos de telejornalismo. Os conteúdos dos telejornais devem ser acessíveis, da mesma maneira que a informação textual – livros, jornais e revistas – está disponível em bibliotecas.

 

Alguns centros de documentação em nossas emissoras de TV fazem um trabalho excelente de preservação de acervos audiovisuais preciosos. Apesar da falta de reconhecimento, das limitações financeiras e tecnológicas, os profissionais da documentação fazem um trabalho heroico na preservação e recuperação desses documentos.

 

O problema é que esses arquivos não são públicos. A sociedade e o governo brasileiros ainda não garantem um direito de qualquer cidadão: o acesso livre e democrático aos acervos jornalísticos das televisões brasileiras para qualquer tipo de pesquisa, independentemente de questões ideológicas, econômicas ou de interesses empresariais. Não deveria haver a necessidade de “autorizações especiais” para o acesso aos arquivos do jornalismo televisivo.

 

Arquivos e mentiras

Nossa proposta é indicar alternativas, como a utilização de redes digitais e o incentivo para que instituições públicas independentes – como as universidades – venham a garantir o livre acesso aos arquivos de telejornais brasileiros.

 

E assim como é urgente revelar os segredos da ditadura, não podemos adiar a libertação dos telejornais. Para isso já contamos com tecnologias digitais para o armazenamento livre e gratuito de vídeos em redes telemáticas como o YouTube ou o I Cloud. A Biblioteca Nacional, com o apoio do governo, poderia patrocinar um “YouTube brasileiro” para o armazenamento e difusão dos nossos telejornais.

 

Arquivos preservam documentos e garantem acesso à nossa história. Mas quando não estão disponíveis para todos de forma democrática podem ser perigosos. Não se pode “reconstruir” ou “manipular” o passado pelo acesso restrito aos arquivos, principalmente de telejornais. Precisamos evitar que haja distorções do passado e mudanças no presente com pesquisas “filtradas” e direcionadas. Somente alguns poucos pesquisadores brasileiros conseguem o acesso aos arquivos das televisões brasileiras. Eles precisam garantir aos paladinos da verdade que não revelarão nossos segredos.

 

Afinal, com o acesso livre aos arquivos de telejornais brasileiros, podemos não encontrar a tal “verdade”, mas certamente evitaremos a divulgação de mentiras.

*É jornalista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

 

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/pelo-livre-acesso-aos-arquivos-de-telejornais/459562/

25 Mai 2012

Comissão de juristas aprova cópia integral de livro, CD e DVD

Punição de crimes contra direito autoral, porém, deve crescer no novo Código Penal 


A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou ontem a liberação de cópias integrais de livros, CDs e DVDs, desde que para uso próprio e sem fins comerciais. 

A reprodução parcial já é autorizada hoje, em porcentagens que variam conforme a mídia copiada. Caso a sugestão dos juristas seja acatada pelo Congresso, a cópia completa -desde que única, feita a partir de um original e de uso exclusivo e privado de quem copiou, sem objetivo de lucro- será liberada. 

Luis Flávio Gomes, membro da comissão, diz que a proposta "oficializa o que todo mundo faz". "As editoras vão puxar nossas orelhas." 

Por outro lado, a comissão endureceu penas para quem violar direitos autorais. O mero uso da obra não autorizado pelo autor, sem ganhos comerciais, continuará sendo um crime leve, com pena de 6 meses a 2 anos de prisão. 

A pena aumenta, porém, se a obra for divulgada por internet ou outro meio que facilite a disseminação (de 1 a 4 anos). A pena sobe se houver uso comercial: 2 a 5 anos. 

Foi tipificado ainda um crime que pune o plágio intelectual, cujo exemplo mais comum é a cópia de trabalhos acadêmicos. As propostas da comissão de juristas devem ser entregues para votação no Congresso até o fim de junho. 


NÁDIA GUERLENDA

 

Fonte: http://www.cfb.org.br/noticias-cfb.php?codigo=981



DE BRASÍLIA

 

Folha de S. Paulo  – Pg. A11

25 Mai 2012

Readlists transforma seus artigos preferidos da internet em e-books

O site e plataforma de leitura Readability lançou recentemente um novo serviço chamadoReadlists. O aplicativo online transforma páginas da internet em e-books, ideal para quando você não tiver tempo para ler um artigo interessante, e gostaria de enviá-lo para o seu eReader e lê-lo mais tarde.

 

O aplicativo deixa a página transformada em ebook com um aspecto bastante limpo (Foto: Reprodução/Júlio Monteiro)O aplicativo deixa a página transformada em e-book com um aspecto bastante limpo (Foto: Reprodução/Júlio Monteiro)

Há duas opções de armazenamento, e uma delas leva o “livro” diretamente para algum dispositivo móvel de leitura, como o Kindle. A outra opção é guardar o texto em apps paraiPadiPhone e/ou plataformas Android.

O aplicativo possui versões para várias plataformas (Foto: Divulgação)O aplicativo possui versões para várias plataformas
(Foto: Divulgação)

 

Os e-books criados são bem elementares e mas bastante legíveis, graças a “Iris Engine”, desenvolvida exclusivamente para essa plataforma de leitura. A Iris faz um bom trabalho eliminando conteúdos dispensáveis e mantendo só o essencial da página, deixando o texto com um aspecto bem limpo.

 

O programa oferece, ainda, algumas opções de personalização das fontes e cores de fundo, da largura da página e do tamanho da fonte. Também é possível a eliminação das imagens e transformar os links em notas de pé de página.

 

As opções de compartilhamento seguem o padrão: cada readlist tem uma URL pública para visualização e um link público para edição, que se pode ser enviado para pessoas que desejarem colaborar. Há, ainda, uma ferramenta de incorporação para adicionar listas de sites ou blogs.

 

Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/05/readlists-transforma-seus-artigos-preferidos-da-internet-em-e-books.html

24 Mai 2012

Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo

O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

 

E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.

 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html

19 Mai 2012

Os dez livros mais lidos no mundo nos últimos 50 anos

O Designer americano Jared Fanning mergulhou em uma pesquisa para construir um infográfico mostrando quais foram os livros mais lidos no mundo inteiro nos últimos 50 anos, que traz um brasileiro, um livro de auto-ajuda e um clássico eterno dos romances americanos que originou um dos maiores (em todos os sentidos) filmes da história de Holywood.


A pesquisa, como o designer explica no próprio infográfico, "se baseia nos números de livros impressos e vendidos nos últimos 50 anos. Alguns títulos pode ter superado os livros destacados em número de cópias produzidas, mas como uma vasta quantidade deles não foi vendida, assumimos que grande parte deles não chegou a ser lida."


Os números no infográfico estão em milhões de unidades e representam figuras oficiais de vendagem. Sagas e séries de livros são colocadas na lista de forma unificada, somando-se ao total como se fossem apenas um livro.



Os livros mais vendidos dos últimos 50 anos:

1 - A Bíblia Sagrada: 3.9 bilhões de cópias vendidas

2 - O livro vermelho - Mao Tsé Tung: 820 milhões de cópias vendidas

3 - Harry Potter - J. K Rowling: 400 milhões de cópias vendidas

4 - O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien: 103 milhões de cópias vendidas

5 - O Alquimista - Paulo Coelho: 65 milhões de cópias vendidas

6 - O Código Da Vinci - Dan Brown: 57 milhões de cópias vendidas

7 - Saga Crepúsculo - Stephanie Meyer: 43 milhões de cópias vendidas

8 - E o vento levou... - Margarett Mitchell: 33 milhões de cópias vendidas

9 - Think and Grow Rich - Napoleon Hill: 30 milhões de cópias vendidas

10 - O Diário de Anne Frank - Anne Frank: 27 milhões de cópias vendidas


Luiz Filipe Tavares - Revista Trip 

 

Fonte: http://www.cfb.org.br/noticias-cfb.php?codigo=977

14 Mai 2012

Fundação Biblioteca Nacional comemora 20 anos do Programa Nacional de Leitura

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) organizou uma série de eventos para comemorar os 20 anos de criação do Programa Nacional de Leitura (Proler). A programação tem início hoje (14), às 18h30, com a inauguração de uma exposição na Casa da Leitura (Rua Pereira da Silva, 86 - Laranjeiras, zona sul do Rio), sede do Proler, seguida de uma mesa redonda, com a participação do presidente da FBN, Galeno Amorim, e vários especialistas em leitura.

 

Amanhã (15), a Terça Cultural, evento tradicional da Casa de Leitura, homenageia o cartunista Ziraldo, criador de diversas logomarcas usadas pelo Proler ao longo desses 20 anos. Será exibido, às 18h30, o documentárioZiraldo: o Eterno Menino Maluquinho, seguida de um debate com o público. Antes, às 14h, as crianças que frequentam o espaço vão assistir ao programa ABZ do Ziraldo e participar de atividades de leitura.

 

Várias outras atividades serão realizadas até o sábado (19), entre elas concertos com os violoncelistas do Duo Santoro, na quarta-feira (16), e com a flautista Andrea Ernest Dias, na sexta (18), sempre às 18h30. Na quinta-feira (17), haverá um musical infantil com o músico e poeta Zé Zuca, às 14h, e uma palestra com o ilustrador Rui de Oliveira, às 18h30, sobre Leitura de Imagem Narrativa nos Livros para Crianças e Jovens.

 

Criado por decreto presidencial em 1992, o Proler, iniciativa vinculada à Fundação Biblioteca Nacional, possui hoje mais de 70 comitês espalhados por cerca de 500 municípios em todo o país. “O Proler é um dos grandes alicerces da leitura no país”, afirma o presidente da FBN, Galeno Amorim. Segundo ele, a capacitação de agentes de leitura, a criação de mais dez comitês e a formação de novos 2.800 mediadores são as metas do programa para 2012.

 

Fonte: http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/05/14/fundacao-biblioteca-nacional-comemora-20-anos-do-programa-nacional-de-leitura/

17 Abr 2012

Sócios do Alexandria On Line participam da 25º Feira Internacional do Livro

Raquel Mattes e Luiz Menici vão à Bogotá, participar da Feira Internacional do Livro onde o Brasil será Homenageado, vejam:

BOGOTÁ
Brasil é homenageado na 25º Feira Internacional do Livro
Edição de aniversário celebra a literatura e a cultura do país

O Brasil foi o país escolhido pelos colombianos para ser homenageado na edição comemorativa dos 25 anos da Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILbo), que acontece entre os dias 18 de abril e 1º de maio de 2012. Trata-se de um dos eventos mais importantes da Colômbia e, além de apresentar a literatura brasileira, oferece uma ampla programação para celebrar a cultura do país convidado.



A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada do Ministério da Cultura (MinC), e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), trabalharam em conjunto para organizar a participação brasileira. A programação contará com cerca de 50 escritores do país, debates sobre políticas de leitura, mostras de filmes nacionais, espetáculos musicais e de dança e exposições. As atividades foram planejadas de acordo com as demandas dos colombianos e o empenho do Brasil em mostrar a diversidade de sua cultura.


Essa ação interministerial corresponde à determinação do governo brasileiro de contribuir para o processo de internacionalização do livro e da literatura do país. A homenagem em Bogotá marca na atual gestão o início dessa nova forma de ação, de maior vulto na cena internacional. 

O evento deverá ser aberto no dia 16 de abril, às 19h, pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e a ministra da Cultura do Brasil, Ana de Hollanda. O pavilhão brasileiro no evento terá três mil metros quadrados e foi projetado por Daniela Thomas. Para montar a programação literária e as atividades relativas ao mercado editorial, a FBN trabalhou em parceria com a Câmera Brasileira do Livro (CBL). Os autores com obras para crianças que irão a Bogotá foram selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). A outra parte da programação, com atividades culturais não literárias (como shows e mostras de cinema), foi organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, com a participação da Embaixada do Brasil em Bogotá.

 

Um conjunto diversificado de autores brasileiros
A curadoria da programação literária foi realizada pela escritora Guiomar de Grammont, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e colaboradora  do Ministério da Cultura, a partir de critérios e diretrizes estipulados pelo Grupo de Trabalho Bogotá 2012, que reuniu 16 entidades públicas e privadas, ligadas à área cultural, literária e editorial. A curadoria realizou ampla pesquisa de todos os autores publicados em espanhol ou em vias de publicação. Os organizadores colombianos, por sua vez, recomendaram alguns nomes de autores e escolheram alguns, de acordo com os temas já previstos na programação geral da Feira. 


Além disso, a curadoria se preocupou em apresentar um conjunto representativo da literatura brasileira contemporânea, com autores de diferentes idades e temáticas variadas. No primeiro dia da FILbo (18 de abril), a escritora Nélida Piñon abrirá a programação geral do evento com uma mesa dedicada à sua trajetória e obra. Nélida conversará com o escritor colombiano Guido Tamayo, às 19h, no Salão José Asunción Silva. Os autores brasileiros falarão em diferentes espaços da Feira. No auditório Moacyr Scliar, do pavilhão brasileiro, acontecerá ciclo Aquarela Brasileira, com autores nacionais e homenagens. 

Os centenários de Jorge Amado e Nelson Rodrigues serão celebrados em Bogotá com leituras de trechos de seus livros por atores colombianos. Na homenagem a Amado (26 de abril, às 18h40m), haverá degustação de quitutes baianos. A homenagem a Rodrigues será no dia 20 de abril, também às 18h40m. Millôr Fernandes será tema de debate no dia 27 de abril, às 10h, com o escritor Andres Hoyos, fundador da publicação El Malpensante e colunista do jornal El Espectador. Guimarães Rosa será lembrado no dia 25 de abril, às 19h, no lançamento da sétima edição do concurso literário promovido pelo Instituto Cultural Brasil Colômbia (Ibraco). O tema desta edição será O Brasil dos Sonhos, em homenagem a Rosa, que exerceu funções diplomáticas em Bogotá. Carlos Drummond de Andrade será tema de mesa (Como Ler Drummond) com Affonso Romano de Sant´Anna, no dia 24 de abril, às 18h40m. Haverá mais uma homenagem, a Bartolomeu Campos de Queirós, destacado autor de livros infantis morto este ano, em mesa com colombianos e brasileiros, também em 24 de abril. Ao longo da FILbo, atores colombianos lerão ainda trechos de outros clássicos brasileiros, com Graciliano Ramos, Cora Coralina e Clarice Lispector. 

 

Fonte: http://www.diariodamanha.com/noticias.asp?id=29287

16 Abr 2012

Biblioteca Nacional aposta nos áudiolivros para deficientes visuais

Maria Cavaco Silva juntou-se hoje aos cerca de 20 voluntários da Biblioteca Nacional que dão a voz e transformam em áudio, livros procurados por deficientes visuais, com a leitura de uma obra de Sophia de Mello Breyner Andresen.

 

 "Aproveitei para fazer também um pequeno voluntariado lendo um conto lindíssimo de Sophia, que é uma das minhas escritoras preferidas, e estou encantada com a maneira como isto funciona e como isto é um polo de replicação para o resto do país e para as pessoas que podem levar o livro para casa", afirmou a primeira-dama, depois da leitura de "A casa do mar", da autora de "Contos Exemplares".

 

"Desde o princípio que tenho dedicado o meu voluntariado à deficiência - e não é tanto uma gota, já há uma onda em relação a muitos aspetos, há uma diferença enorme entre a maneira como os problemas da deficiência eram vividos, quando era uma menina pequena", continuou.

 

A mulher do Presidente da República sublinhou mesmo que "há uma abertura e uma abordagem completamente diferentes à deficiência; as pessoas estão muito mais programadas para entender a deficiência e para trazer a deficiência para a rua, que era uma coisa que não se fazia no meu tempo".

 

De acordo com Carlos Ferreira, "o serviço de leitura para deficientes visuais da Biblioteca Nacional existe desde 1969 e possui um acervo riquíssimo tanto em braille como em livros sonoros.

 

"Temos cerca de 7000 títulos em Braille, dos quais 4000 da área da música. Quanto a áudio-livros, temos cerca de 1900 livros em registo analógico e cerca de 300 em formato digital", explica o responsável pela Área de Deficientes Visuais da Biblioteca.

 

A preocupação este ano, diz, é a salvaguarda de todo o património em formato áudio, porque muitos dos 1900 livros estão gravados em fita magnética, ainda em bobine ou em cassetes, que têm uma tendência para se degradar muito rapidamente.

 

Desde o início de abril, a Biblioteca Nacional garante aos seus leitores deficientes visuais, o empréstimo de livros áudio do seu acervo, independentemente do formato em que está - analógico ou digital.

 

"Os livros em Braille são extremamente volumosos. Um livro pequeno em tinta, quando transposto para Braille, é uma enormidade. Um livro A5, com cerca de 100 páginas, quando transposto para Braille vai ocupar cerca de 400 páginas em tamanho A4. Não é propriamente um livro transportável", explica Carlos Ferreira.

 

Por isso, a Biblioteca Nacional conta com cerca de mil leitores que funcionam por empréstimo. Metade utiliza, quase em exclusividade, o sistema Braille, os outros 500 utilizam o sistema áudio e o sistema eletrónico.

 

"Os formatos alternativos são sempre poucos para as necessidades dos nossos leitores, que têm de socorrer-se dos formatos que existem, de forma a poder ter acesso aos livros que pretendem ler", realça o responsável.

 

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=568577 

04 Abr 2012

A leitura no Brasil e em outros países


O Instituto Pró-Livro, que na semana passada divulgou os principais resultados da terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, disponibilizou no seu endereço eletrônico a apresentação do estudo conduzido em 2011. A entidade também apresentou outro documento que compara alguns resultados apurados no Brasil com números pesquisados em alguns outros países, em diferentes anos. Em relação ao número de livros lidos ao ano, por exemplo, a Espanha aparece em primeiro lugar (10,3), seguida de Portugal (8,5), Chile (5,4), Argentina (4,6), Brasil (4,0), México (2,9) e Colômbia (2,2). Na Espanha, 58% da população lê no tempo livre, número que se compara a 66%, no caso da Argentina, a 28%, no Brasil, e a 5%, no Chile. 


O estudo completo você pode acessar aqui.


Fonte: http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=11620&secao=32

04 Abr 2012

Governo quer mais autores brasileiros traduzidos para o inglês

Rodrigo Pinto

Da BBC Brasil em Londres

 

Bilblioteca Nacional terá R$ 7,8 milhões para tradução de livros brasileiros, informa Galeno Amorim

 

A Biblioteca Nacional, oitava do mundo em acervo, será neste ano uma das mais atuantes instituições públicas do Brasil a lançar mão de políticas tradicionalmente associadas ao soft power. Além de promover a tradução de obras de autores brasileiros para inglês e espanhol, está iniciando um programa para criar bibliotecas nas fronteiras do país com seus vizinhos na América do Sul.

 

Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, a literatura é um meio "eficaz" de proporcionar um mergulho na cultura de um povo. A instituição acaba de criar uma área internacional para ampliar a ação no exterior, o Centro Internacional do Livro. Por trás da iniciativa, porém, está a estratégia de atrair investimentos e compradores para o mercado brasileiro de livros.

 

O Brasil é o 11º mercado de livros do mundo, com perspectiva de crescimento, segundo o presidente da FBN, já que novas parcelas da população começam a ter mais acesso a educação e cultura. Estima-se que o país tenha cerca de 100 milhões de leitores declarados, embora 80% afirmem não ler regularmente, segundo Amorim.

 

"A literatura brasileira circulou melhor no passado. Queremos retomar isso", diz ele, que anunciou recentemente um programa de R$ 7,8 milhões para estimular a tradução de livros brasileiros. "Há uma percepção generalizada dentro e fora do governo de que chegou a hora. Isso é bom para o Brasil, leva produtos e serviços e amplia as trocas acadêmicas".

 

Em em abril próximo, o Brasil será o homenageado da 25º Feira Internacional do Livro de Bogotá. Em 2013, é a vez de uma homenagem na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mundo. Em 2014, será homenageado na Itália, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, a maior do gênero no mundo. Há negociações em curso com outros países, como a França, adianta Galeno. A estratégia é atrair editores dos países desenvolvidos. E, por isso, a participação em feiras internacionais é essencial. "É o que dá a visibilidade inicial aos nossos títulos."

 

Bibliotecas de fronteira

No fim de 2011, a gigante inglesa Penguin Book realizou um grande negócio no Brasil, ao comprar a Companhia das Letras. Neste ano, uma comitiva de editores ingleses irá ao Brasil pela segunda vez, capitaneada pela Publishers Association (PA) - a primeira visita foi em 2011. Por isso, a FBN vai promover com editoras brasileiras encontros preparatórios na London Book Fair, entre 16 e 18 de abril.

 

"No passado, depois da vinda de espanhóis e portugueses, agora parece haver uma onda de investimentos inglesa. Isso é bom, porque as primeiras editoras estrangeiras que vieram trouxeram títulos e, em seguida, começaram a buscar autores brasileiros. Então podemos imaginar que o mesmo acontecerá com as inglesas", diz o presidente da FBN.

 

Amorim afirma haver no setor uma tendência à internacionalização de marcas, movimento que ele promete acompanhar atentamente "para evitar que as editoras brasileiras percam competitividade".

 

A FBN também tem uma frente regional, voltada à América do Sul: abrir bibliotecas de fronteira,s comacervo bibliográfico bilíngue, mobiliário e equipamentos de informática nos municípios brasileiros que ainda não possuem uma instituição do gênero, especialmente nas áreas fronteiriças.

 

O projeto identificou cidades gêmeas que poderiam receber essas bibliotecas de fronteira, tais como Tabatinga (AM) – Letícia (Colômbia); Ponta Porá (MS) – Pedro Juan Caballero (Paraguai); Dionísio Cerqueira (SC) – Barracão (PR) – Bernardo de Irigoyen (Argentina); Uruguaiana (RS) – Paso de Los Libres (Argentina); Sant’Ana do Livramento (RS) – Rivera (Uruguai). "Em relação aos países lusófonos, em julho lançaremos edital para apoiar a ida de editores (para rodadas de negócios)", diz Amorim.

 

A FBN também vai iniciar ainda neste ano o que Galeno chama de Colégio de Tradutores. A instituição vai dar bolsas para tradutores estrangeiros que serão alocados em cidades históricas, de acordo com o interesse de suas pesquisas, para se aprimorarem e tomarem contato com a cultura local. Já há negociações com França e Alemanha para parecerias. "E, na Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip, vamos lançar os editais para dar apoio financeiro à ida de autores brasileiros para divulgarem seus livros no exterior", afirma Amorim.

 

A Biblioteca também lançou revistas com amostras de novos trabalhos de autores brasileiros em inglês e espanhol. "Por razões táticas, podemos fazer edições em outros idiomas", diz o presidente da FNB.

 

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/04/120404_brazilian_softpower03_rp.shtml